segunda-feira, 14 de junho de 2010

Doutor em Estudos Étnicos e Africanos

Este foi o título adquirido pelo mestre Bel, coordenador do Malungo, no último dia 11 de junho, nas instalações do Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia. A tese defendida trata da repressão policial às práticas de candomblé e curandeirismo negro em Feira de Santana, maior cidade do interior baiano. A sessão pública de defesa contou com uma banca formada por historiadores e antropólogos. Essa nova pesquisa do mestre faz parte do interesse que tem o Malungo em entender as experiências históricas das culturas negras na diáspora. Este tema vem somar ao tema da capoeira que já goza de algumas publicações realizadas pelo mestre e pelo treinel Augusto Leal (Malungo -PA). No próximo ano será publicado o livro com o conteúdo da tese, o que poderá acontecer, mais uma vez, em parceria com o treinel Augusto Leal, tendo em vista que sua tese já está em andamento no mesmo programa de doutorado e será defendida no próximo ano. A pesquisa sobre a experiência histórica das culturas afro-brasileiras, tanto na Bahia quanto no Pará, é interesse do Malungo.

Axé irmãos e irmãs!!!

O mestre fazendo a exposição da tese

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A banca examinadora. Da esquerda para direita: Dr. Nicolau Pares, Dra. Lucilene Reginaldo, Dr. Jeferson Bacelar e Dra. Ana Maria Carvalho

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O mestre assinando a Certidão que garante o título sob a observação do Dr. Jocélio Teles dos Santos, coordenador do curso de Doutorado em Estudos Étnicos e Africanos - UFBA

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O MESTRE BEL VAI SER DOUTOR!




Na próxima sexta, dia 11 de junho, às 09;30h da manhã, vai ocorrer a defesa de tese de doutoramento do mestre Bel. Seu trabalho, "Adeptos da Mandinga": candomblés, curandeiros e repressão policial na Princesa do Sertão (Feira de Santana - BA, 1938-1970)" vem sendo desenvolvido desde 2006 e pretende revelar aspectos inusitados acerca da experiência religiosa, e sua resistência social, no sertão da Bahia.


A Banca examinadora será composta por alguns dos maiores especialistas no assunto:

Prof. Dr. Jeferson Bacelar (Orientador)
Prof. Dr. Luis Nicolau Pares (UFBA)
Profa. Dra. Lucilene Reginaldo (UEFS)
Prof. Dr. Walter Fraga Filho (UFRB)
Profa. Dra. Ana Maria Carvalho Oliveira (UNEB)
É mais um trabalho árduo que um membro do Malungo apresenta à sociedade.


Boa sorte Metre Bel!


Estaremos em sintonia.



Local: Auditório Agostinho da Silva, Ceao/UFBA (Salvador/BA)

terça-feira, 1 de junho de 2010

MALUNGO E A MÚSICA NEGRA NO PARÁ



Palestra discute sobre identidade musical paraense

O Instituto de Artes do Pará (IAP) dá prosseguimento ao projeto Saber da Fonte, que desde abril busca levar ao público pesquisas acadêmicas sobre o universo cultural da Amazônia. Nesta terça-feira (1°), quem participa do projeto é o professor Luiz Augusto Pinheiro Leal (UFPA), com a palestra “É proibido fazer batuques ou sambas: a política de embranquecimento cultural no Pará republicano”. A palestra começa às 18h30, no auditório do IAP (Nazaré, ao lado da Basílica).
Esse trabalho do pesquisador tem como principal objetivo apresentar os resultados iniciais da pesquisa sobre música e sociedade que desenvolveu junto ao Acervo Vicente Salles, em Belém. Seu principal eixo de abordagem está em considerar que a experiência de formação da identidade brasileira também passava pelos caminhos da construção de uma musicalidade tolerável para a sociedade nacional que se buscava estabelecer.
“Enquanto autores clássicos, como Gonzaga - Duque, defendiam a inexistência de arte no Brasil até o início do século XX, as práticas musicais de origem negra ou indígena eram duramente reprimidas no Brasil. Como exemplo, temos a criminalização da capoeira, a repressão ao samba e a proibição do carimbó e do batuque no Pará. Paralelamente ao incremento da uma europeização cultural na Amazônia, ocorria um processo de embranquecimento da cultura musical através da proibição e repressão de práticas culturais que não possuíssem orientação inspirada no modelo europeu”, diz Leal.
No trabalho de 2005 “Capoeira, Boi-Bumbá e Política no Pará Republicano (1889-1906)”, da Universidade Federal da Bahia, o pesquisador já abordava o tema. Nele, ressalta o Ciclo da Borracha e como o enriquecimento da cidade fez com que a repressão às expressões mais populares se acirrasse.
“Ladrão, Umarizal e Jurunas eram bairros periféricos ocupados principalmente pela população pobre de Belém. Seus moradores, em grande maioria negros, incomodavam as elites por causa de suas práticas culturais, que iam de encontro aos valores estéticos defendidos para uma cidade moderna. Nos discursos jornalísticos e policiais, era muito comum se confundirem ‘classes pobres’ e ‘classes perigosas’ (...) Como a reordenação da cidade não se restringiria a seus aspectos físicos, para alcançar o ‘progresso’ e a ‘civilização’, a elite local também precisava ter controle sobre as práticas populares consideradas como perigosas e de má influência para a sociedade. Assim, através das páginas noticiosas do período, uma intensa campanha seria lançada em favor da repressão e da eliminação de práticas consideradas inadequadas a uma grande e desenvolvida urbe moderna (...) Os capoeiras e ‘vagabundos’ seriam os alvos principais desta empreitada”.
SERVIÇO
Projeto Saber da Fonte. Nesta terça-feira, dia 1º, às 18h30, palestra “É proibido fazer batuques ou sambas: a política de embranquecimento cultural no Pará republicano ”, com o Professor Mestre Luiz Augusto Pinheiro Leal, no auditório do IAP (Nazaré, ao lado da Basílica).
Entrada franca.
Informações: Gerência de Artes Literárias e Expressão de Identidade do IAP (91) 4006-2905/2906/2908.