segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O poeta dos candomblés na Feira de Santana da Bahia


Na Bahia, a capoeira não foi a única prática cultural das populações negras a sofrer repressão policial, o candomblé também passou por essa experiência. Em Feira de Santana, sede do Malungo, a religião dos inquices e orixás já foi muito perseguida pela polícia e membros da elite local. Mas, muitos foram aqueles que partiam em defesa dos candomblés. Este foi o caso do poeta negro Aloísio Resende. O Mestre Bel analisa situações em que este poeta defendia os candomblés contra toda e qualquer forma de agressão e discriminação. Estes casos ocorreram em Feira de Santana, em meados do século XX, histórias que o Malungo gosta de contar. Quem quiser poderá ler o artigo na íntegra no link abaixo:
www.periodicos.ufrn.br/ojs/index.php/mneme/article/view/839/772

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

História Geral da África à disposição de todos!


Nos últimos dias não se fala de outra coisa nos corredores das universidades e das entidades culturais que tem interesse pela História da África e, portanto, da trajetória das populações afro-brasileiras. Não seria diferente, pois o governo brasileiro, através do convênio MEC/UNESCO/UFSCAR, reeditou a Coleção História Geral da África e disponibilizou em versão PDF, para que todos possam ter acesso. O Malungo reconhece e parabeniza esta iniciativa.
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"Em 1964, a UNESCO dava início a uma tarefa sem precedentes: contar a história da África a partir da perspectiva dos próprios africanos. Mostrar ao mundo, por exemplo, que diversas técnicas e tecnologias hoje utilizadas são originárias do continente, bem como provar que a região era constituída por sociedades organizadas, e não por tribos, como se costuma pensar.
Quase 30 anos depois, 350 cientistas coordenados por um comitê formado por 39 especialistas, dois terços deles africanos, completaram o desafio de reconstruir a historiografia africana livre de estereótipos e do olhar estrangeiro. Estavam completas as quase dez mil páginas dos oito volumes da Coleção História Geral da África, editada em inglês, francês e árabe entres as décadas de 1980 e 1990.
Além de apresentar uma visão de dentro do continente, a obra cumpre a função de mostrar à sociedade que a história africana não se resume ao tráfico de escravos e à pobreza. Para disseminar entre a população brasileira esse novo olhar sobre o continente, a UNESCO no Brasil, em parceria com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (Secad/MEC) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), viabilizaram a edição completa em português da Coleção, considerada até hoje a principal obra de referência sobre o assunto.
O objetivo da iniciativa é preencher uma lacuna na formação brasileira a respeito do legado do continente para a própria identidade nacional."