sexta-feira, 16 de outubro de 2009

II Brinquedo dos Angolas no Pará

O “Brinquedo dos angolas” consiste na denominação que era dada à capoeira baiana no final do século XIX. Sua utilização aqui visa retratar suas múltiplas facetas sociais que a prática adquiriu ao longo das últimas décadas e em seus diversos lugares de manifestação. No Pará, o “brinquedo” da capoeira esteve vinculado ao boi-bumbá, tal como foi associado ao frevo, em Recife. O “I Brinquedo dos angolas” ocorreu em Feira de Santana-Ba, como evento de formação dos novos membros do Malungo Centro de Capoeira Angola, em dezembro do ano passado. Este encontro, além de ter o mesmo objetivo de formação, visa celebrar as novas perspectivas sócio-culturais que temos conquistado para a capoeira no Brasil. Sejam todos bem vindos!

Programação

23 (sex) – 18:30h – Lançamento na Casa da Linguagem / Roda de abertura do Brinquedo dos Angolas
24 (sáb) – 16h – Oficina de formação no Barreiro
25 (dom) – 15h – Reunião com os mestres de Belém
27 (ter) – 18h - Oficina de formação no Barreiro
29 (qui) – 16h – Mesa redonda no encontro de Cametá
31 (sáb) – 16h – Roda no Barreiro (entrega de carteirinhas)
01.nov (dom) – Roda de despedida na praça da República, com os mestres de Belém

Mestre Bel volta ao Pará!



A partir do dia 23 de outubro, mestre Bel estará em Belém para participar do "Brinquedo dos Angolas", evento tradicional do Malungo Centro de Capoeira Angola, que visa reunir a comunidade capoeiral em torno da prática e discussão sobre os significados da capoeira na sociedade brasileira. Sua última passagem por Belém foi em 2006, quando lançou seu livro "No tempo dos valentes" e estruturou o Malungo Centro de Capoeira Angola em Belém e pode vadiar com diversos camaradas na praça central da cidade: a praça da República. A vadiagem voltará a ocorrer até o dia 01 de novembro (domingo), dia de seu retorno para a Bahia.


Seja bem vindo ao Pará, mestre Bel!

Fotos: Carlos Leal



video

Lançamento em Belém e Cametá-PA


Capoeira, identidade e gênero: ensaios sobre a história social da capoeira no Brasil trata do processo de (re)invenção e afirmação das identidades produzidas na dinâmica da cultura afro-brasileira, com especial atenção para a experiência histórica da capoeira e sua relação com diferentes contextos vivenciados na sociedade brasileira. O livro é composto por 9 ensaios, divididos em 3 partes temáticas distintas. Na primeira parte do livro, intitulada: Capoeira, história e identidade, a capoeira é situada na produção da historiografia brasileira, nos manuais didáticos de história, assim como no debate político-ideológico que definia a sua participação, como prática simbólica afro-brasileira, no “projeto” de formação da identidade nacional. Na segunda parte, Personagens da capoeira na literatura brasileira, narrativas literárias são analisadas como registros das diferentes experiências sócio-culturais dos capoeiras tanto na Bahia quanto no Pará, através da produção romanesca da literatura brasileira. A terceira e última parte do livro – Gênero, cultura e capoeiragem – trata da experiência de mulheres no universo da capoeiragem, problematizando as possibilidades de pesquisas mais aprofundadas sobre este tema que tem custado tão caro à historiografia da capoeira no Brasil. Nesta parte do livro, é também apresentada para o leitor uma outra possibilidade de leitura da capoeira, a partir do discurso imagético de Gabriel Ferreira, artista plástico baiano que tem se destacado pela mágica de seus pincéis, ao dar movimento ao jogo da capoeira sobre as telas de madeira e algodão.
A reunião destes ensaios, visa demonstrar a importância da história da capoeira para a compreensão da história do Brasil. Além disso, permite uma reflexão acerca dos procedimentos metodológicos, domínios temáticos e crítica à documentação que devem estar voltados para qualquer pesquisa que venha a ser feita sobre a capoeira. Politicamente, os recortes em torno da identidade nacional, educação, historiografia, literatura, gênero e arte visam permitir ao leitor, de qualquer nível de formação e interesse, compreender o alcance da prática da capoeira na sociedade brasileira.

Retirar a capoeira de certo nicho, reduto marcado pelo exotismo, pela “folclorização” (com todo respeito pelos trabalhos de folclore) e de um campo mitológico empolgante, mas igualmente isolado e estigmatizado, para incorporá-la às questões maiores da formação da nacionalidade, da educação, da construção da identidade nacional. Assim, (...) a capoeira finalmente se torna parte integrante da história do país, da sua face, da sua gênese, faceta antes percebida, mas nunca explicitada.

Do prefácio de Carlos Eugênio Líbano Soares
Universidade Federal da Bahia

EM BELÉM:
O quê: Lançamento do livro Capoeira, identidade e gênero: ensaios sobre a história social da capoeira no Brasil, escrito por Luiz Augusto Pinheiro Leal e Josivaldo Pires de Oliveira.
Quando: 23 de outubro, sexta-feira.
Onde: Auditório da Casa da Linguagem – Avenida Nazaré, próximo à Praça da República.
Horário: 18:30 horas


EM CAMETÁ:

O quê: Lançamento do livro Capoeira, identidade e gênero: ensaios sobre a história social da capoeira no Brasil, escrito por Luiz Augusto Pinheiro Leal e Josivaldo Pires de Oliveira.
Quando: 29 de outubro, quinta-feira.
Onde: Universidade Federal do Pará - Campus Universitário de Cametá
Horário: 18:30 horas

Malungos visitam águas Lindas, em Ananindeua-PA


No dia 15 de outubro, os malungos Augusto Leal e Douglas Miranda estiveram apresentando o projeto Malungo no bairro de Águas Lindas, em Ananindeua. A comunidade se fez presente e demonstrou bastante interesse de que uma extensão do nosso projeto fosse implantada naquele bairro. Possivelmente faremos isso ainda este mês, por ocasião da visita do mestre Bel ao Pará.

Novo horário do Malungo no Barreiro, em Belém


As atividades do Malungo Centro de Capoeira Angola, que se desenvolvem em Belém, estão ocorrendo agora nas terças (18h) e sábados (16h), no Salão da Comunidade Senhora do Rosário que fica na passagem Grão-Pará, s/n, no bairro do Barreiro, sob a responsabilidade do treinel Augusto Leal. O acesso pode ser feito tanto pela Passagem São José como pela Passagem Hermínia, para quem vem pela Pedro Álvares Cabral. A referência de descida é o IT Center, pois a parada de acesso fica atrás deste estabelecimento. No caso de dúvidas, escreva para o email sou.amazonia@gmail.com

Seja bem vind@!