Pular para o conteúdo principal

Postagens

DIÁLOGOS DOS MALUNGOS SOBRE A PALAVRA CAPOEIRA...

Cabe saber que nem sempre a prática da capoeira teve o nome de capoeira.. Já foi chamada de batuque, pernada carioca, brinquedo dos angolas etc. A palavra capoeira vem de três matrizes: mato ralo, cesto de guardar capões (galo castrado) e cesto de guardar galinhas para venda. Em todos os casos, a matriz indígena caá (mato) se faz presente.. Isso gerou confusões que perduram até os dias de hoje. Há duas interpretações clássicas, e errôneas, sobre o termo. A primeira interpreta que, por ser uma palavra de matriz indígena, a capoeira teria sua origem no Brasil indígena. A segunda, em seu sentido de mato ralo, sugere que a capoeira teria nascida nas senzalas (espaços coletivos de habitação escrava, em meio rural) e que recebeu o nome devido o "escravo", em fuga, se defender com golpes de luta em um campo aberto (capoeira: mato ralo). Não ...

BERIMBAU É MÚSICA, É INSTRUMENTO..

https://www.facebook.com/CasadeCulturaMalungoBaBrasil/photos/a.1687178711535898.1073741830.1683636025223500/1904586439795123/?type=3 Hoje fizemos uma aula sobre o berimbau. Após a aula voltei pra casa e sentei na sala, na qual tem um cantinho que gosto de ficar refletindo, labutando com o juízo. Então, pensei que hoje em dia os praticantes de capoeira não tem mais aquela intimidade com o berimbau como nós que iniciamos no final dos anos 1980. Meu mestre, Cláudio dos Angoleiros do Sertão, ainda hoje tem um chamego especial com os berimbaus. Esta relação falta muito aos jovens que iniciaram capoeira nos últimos tempos. O berimbau tem uma dimensão quase mágica com o capoeirista e com a roda de capoeira. Quando esta dimensão não fizer mais sentido, a capoeira terá perdido um dos seus grandes significados: a arte do encantamento! Mestre Bel

I Seminário de História e Educação Afro Brasileiro e Indígena /IV Semana da Consciência Negra do Campus Universitário do Tocantins

Olha o mestre aí!

Primeira atividade da nova gestão do CCAAm Chá de Conversa e Som será uma das atividades de fomento à integração e fruição entre artistas, CCAAm e comunidade. É promoção da nova gestão e tem o intuito de dar o pontapé inicial nos trabalhos propostos. Objetiva lançar mão de temas diversos e de livre iniciativa do público presente, com acesso gratuito, degustação de saborosos chás e troca de informações. As conversas serão incentivadas e mediadas por agentes de atuação cultural no município e/ou nos territórios de identidade. Nesta primeira edição, ter-se-ão como colaboradores o Prof. Bel Pires (Doutor em Historiografia, Pesquisador, Mestre de Capoeira e Coordenador do Malungo Centro de Capoeira Angola), Paulo Akenaton (Cantor, Musicista, Pesquisador e Compositor) e Ricardo Pacheco (Professor de Literatura, Musicista, Capoeirista, Cantor e Compositor). Pelas características intelectuais destes, o mote das discussões poderão girar em torno das influências das culturas afr...

Artista plástico Gabriel Ferreira assume a coordenação de Centro de Cultura em Feira de Santana-BA

O artista plástico baiano Gabriel Ferreira, parceiro antigo do Malungo, foi nomeado na semana passada como novo coordenador do Centro de Cultura Amélio Amorim, órgão do governo do estado da Bahia responsável por fomento cultural em Feira de Santana, sede do Malungo. O Malungo deseja a Gabriel Frreira boa sorte na gestão. Veja o artigo do mestre Bel sobre a posse. O Amélio Amorim sob nova direção: Gabriel Ferreira e as idéias no devido lugar O Centro de Cultura Amélio Amorim foi palco , na terça-feira , dia 26 de junho , de um evento que talvez se torne marco nas práticas de fomento e políticas culturais em Feira de Santana. Tomou posse como novo coordenador deste Centro, o artista plástico , músico e economista Gabriel Ferreira. Antes que alguém se pergunte adiantarei que a nomeação de Gabriel não foi indicação política e sim resultante de um processo seletivo , como afirmou , durante a cerimônia , o senhor secretário de Cultura do Est...
Vadiagem na Princesa do Sertão-BA O Malungo Centro de Capoeira Angola estará nos próximos dias de casa nova. O Mestre Bel, responsável pelas atividades do Malungo na Bahia, irá anunciar nos próximos dias o novo espaço de atividades do Malungo em Feira de Santana. Aguardem! ( Na foto ao lado: Mestre Macaco de Santo Amaro-BA e  Mestre Bel do Malungo)

AS MORTES DA CAPOEIRA DO RECIFE

A impunidade. Esse é o título do editorial do Jornal do Recife que, ao ser reproduzido no Jornal Pequeno, acompanhou a charge ao lado em uma edição de 1907. Curiosamente, conforme vários autores, nesse ano estaria em vias de conclusão a repressão sistemática à capoeira do Recife promovida pelo chefe de polícia Manoel dos Santos Moreira (1904-1908). Foi com base nesses autores que se difundiu entre capoeiristas pernambucanos da atualidade a interpretação segundo a qual a repressão republicana teria erradicado a capoeira do Recife nos primeiros anos do século passado. Porém, ainda assim é àquele mesmo passado que se alude ao falar da tradição da capoeira pernambucana, marcadamente de rua e herdeira dos antigos brabos e valentões. Como, portanto, uma prática que foi reprimida e morreu com os seus praticantes há mais de cem anos poderia ter alguma relação com aquilo que hoje se chama de capoeira no Recife? Uma resposta talvez possa ser encontrada ao se abrir mão do hábito, muito ...