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Mulheres, irmãs de travessia

As sociedades, especialmente as ocidentais, foram constituídas sobre valores masculinizados, denotando em muitas situações a cultura machista destas sociedades. Isto não foi diferente no Brasil. O adágio “cadeia foi feita para homem” é um exemplo disto. Essa foi uma das muitas idéias que moveram o mestre Bel e o treinel Augusto Leal a escreverem sobre mulheres capoeiras no livro Capoeira, identidade e gênero. Neste trabalho revelaram histórias de mulheres pobres e marginais, muitas das quais habilidosas capoeiras. Mulheres estas que nem sempre são lembradas nas campanhas midiáticas em torno do 8 de março, dia internacional das mulheres. São para essas mulheres que dedicamos essas linhas, mulheres malungas, irmãs de travessia. Maria, Joana, Alice, Francisca, Tônha, Judite são apenas alguns dos nomes de mulheres simples da sociedade brasileira que não são contempladas nas colunas Vips dos jornais da cidade, nos programas de TV, a não ser quando se tratam de problemas sociais como desastr...

Griots, capoeiras e sambadores

No último de 30/01, ocorreu em Feira de Santana, por iniciativa do Instituto Odu Odara (Ponto de Cultura/MinC), o I Encontro de Mestres dos Saberes de Tradição Oral. Neste "ajuntamento de pretos" reuniram-se capoeiras, griots, sambadores e representantes de comunidades de terreiros de candomblés. Eram agentes culturais e religiosos de vários cantos da Bahia que se reuniram em Feira de Santana para trocar experiências e discutir política cultural. Foi uma festa dos saberes de tradição oral. Jovens e senhores de avançada idade no mesmo espaço brincando, dançando e cantando os saberes afro-brasileiros. O Odu Odara é um importante parceiro do Malungo e comunga com as nossas idéias de preservação, fomento e difusão dos saberes afro-brasileiros a exemplo da Capoeira Angola, nossa principal bandeira. Velho griot de uma comunidade negra do município de São Gonçalo dos Campos-BA Vejam mais fotos do evento no site do Odu Odara: http://www.institutooduodara.blogspot.com/

Mestres dos Saberes de Tradição Oral

O Instituto Odu Odara, ONG que atua na área de Cultura e Educação, na região de Feira de Santana, irá realizar no dia 30 de janeiro o "I Encontro de Mestres dos Saberes de Tradição Oral", a ocorrer em sua sede no município de Feira de Santana-BA. Por reconhecer a importancia deste evento e respeitar a atuação desta instituição junto à comunidade da capoeira, o Malungo recomenda este prestimoso evento. Segue o convite:

Berimbau mandou te chamar, Kiriku e outros livros infanto-juvenis afro-brasileiros

Site disponibiliza literatura infanto-juvenil afro-brasileira. O Malungo parabeniza essa iniciativa e colabora com a divulgação dessa ação, mais do que plausível. Histórias infantis com abordagens africanas e afro-brasileiras, representam um instrumento de reeducação para negros e não-negros, importante para combatermos as mazelas do racismo e dos diferentes preconceitos que atingem sociedades constituídas, historicamente, no movimento da diáspora africana. Este é o caso da sociedade brasileira. Por isto, o Malungo apoia esta iniciativa. Dentre os vários livros disponíveis encontram-se textos interessantes como: O Berimbau mandou te chamar ; Kiriku ; A linda garota de Angola ; Dudu Calunga ; Uma lenda africana e outros. Segue o link para acessar as publicações. http://picasaweb.google.com/erikavecci

O poeta dos candomblés na Feira de Santana da Bahia

Na Bahia, a capoeira não foi a única prática cultural das populações negras a sofrer repressão policial, o candomblé também passou por essa experiência. Em Feira de Santana, sede do Malungo, a religião dos inquices e orixás já foi muito perseguida pela polícia e membros da elite local. Mas, muitos foram aqueles que partiam em defesa dos candomblés. Este foi o caso do poeta negro Aloísio Resende. O Mestre Bel analisa situações em que este poeta defendia os candomblés contra toda e qualquer forma de agressão e discriminação. Estes casos ocorreram em Feira de Santana, em meados do século XX, histórias que o Malungo gosta de contar. Quem quiser poderá ler o artigo na íntegra no link abaixo: www.periodicos.ufrn.br/ojs/index.php/mneme/article/view/839/772

História Geral da África à disposição de todos!

Nos últimos dias não se fala de outra coisa nos corredores das universidades e das entidades culturais que tem interesse pela História da África e, portanto, da trajetória das populações afro-brasileiras. Não seria diferente, pois o governo brasileiro, através do convênio MEC/UNESCO/UFSCAR, reeditou a Coleção História Geral da África e disponibilizou em versão PDF, para que todos possam ter acesso. O Malungo reconhece e parabeniza esta iniciativa. *** "Em 1964, a UNESCO dava início a uma tarefa sem precedentes: contar a história da África a partir da perspectiva dos próprios africanos. Mostrar ao mundo, por exemplo, que diversas técnicas e tecnologias hoje utilizadas são originárias do continente, bem como provar que a região era constituída por sociedades organizadas, e não por tribos, como se costuma pensar. Quase 30 anos depois, 350 cientistas coordenados por um comitê formado por 39 especialistas, dois terços deles africanos, completaram o desafio de reconstruir a historiogra...

MALUNGOS E A CONSCIÊNCIA NEGRA NO PARÁ

A II Semana da Consciência Negra, realizada entre 18 e 20 de novembro de 2010, no Campus Universitário da UFPA, em Cametá-PA, recebeu o apoio do Malungo Centro de Capoeira Angola para a realização de suas atividades. O treinel Augusto Leal, membro do Malungo e professor daquela instituição, foi um dos membros da comissão organizadora do evento. Além das discussões referentes à identidade e cultura negra, o Malungo Centro de Capoeira Angola, com apoio do Mestre Bel, ofereceu uma oficina de Capoeira Angola para a comunidade tocantina. Acompanharam o treinel Augusto, dois membros do Malungo de Águas Lindas, e a professora Marzane (Marzane, Maria do Ó e Cassio na foto acima). A oficina culminou com um pequena roda aberta onde participaram os membros da oficina de capoeira angola e de capoeira regional (ministrada pelo mestrando Paulo Cametá, da Senzala). Participaram da roda alguns docentes e alunos de história além de membros da comunidade. No próximo ano o projeto de realização está pre...