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Griots, capoeiras e sambadores

No último de 30/01, ocorreu em Feira de Santana, por iniciativa do Instituto Odu Odara (Ponto de Cultura/MinC), o I Encontro de Mestres dos Saberes de Tradição Oral. Neste "ajuntamento de pretos" reuniram-se capoeiras, griots, sambadores e representantes de comunidades de terreiros de candomblés. Eram agentes culturais e religiosos de vários cantos da Bahia que se reuniram em Feira de Santana para trocar experiências e discutir política cultural. Foi uma festa dos saberes de tradição oral. Jovens e senhores de avançada idade no mesmo espaço brincando, dançando e cantando os saberes afro-brasileiros. O Odu Odara é um importante parceiro do Malungo e comunga com as nossas idéias de preservação, fomento e difusão dos saberes afro-brasileiros a exemplo da Capoeira Angola, nossa principal bandeira. Velho griot de uma comunidade negra do município de São Gonçalo dos Campos-BA Vejam mais fotos do evento no site do Odu Odara: http://www.institutooduodara.blogspot.com/

Mestres dos Saberes de Tradição Oral

O Instituto Odu Odara, ONG que atua na área de Cultura e Educação, na região de Feira de Santana, irá realizar no dia 30 de janeiro o "I Encontro de Mestres dos Saberes de Tradição Oral", a ocorrer em sua sede no município de Feira de Santana-BA. Por reconhecer a importancia deste evento e respeitar a atuação desta instituição junto à comunidade da capoeira, o Malungo recomenda este prestimoso evento. Segue o convite:

Berimbau mandou te chamar, Kiriku e outros livros infanto-juvenis afro-brasileiros

Site disponibiliza literatura infanto-juvenil afro-brasileira. O Malungo parabeniza essa iniciativa e colabora com a divulgação dessa ação, mais do que plausível. Histórias infantis com abordagens africanas e afro-brasileiras, representam um instrumento de reeducação para negros e não-negros, importante para combatermos as mazelas do racismo e dos diferentes preconceitos que atingem sociedades constituídas, historicamente, no movimento da diáspora africana. Este é o caso da sociedade brasileira. Por isto, o Malungo apoia esta iniciativa. Dentre os vários livros disponíveis encontram-se textos interessantes como: O Berimbau mandou te chamar ; Kiriku ; A linda garota de Angola ; Dudu Calunga ; Uma lenda africana e outros. Segue o link para acessar as publicações. http://picasaweb.google.com/erikavecci

O poeta dos candomblés na Feira de Santana da Bahia

Na Bahia, a capoeira não foi a única prática cultural das populações negras a sofrer repressão policial, o candomblé também passou por essa experiência. Em Feira de Santana, sede do Malungo, a religião dos inquices e orixás já foi muito perseguida pela polícia e membros da elite local. Mas, muitos foram aqueles que partiam em defesa dos candomblés. Este foi o caso do poeta negro Aloísio Resende. O Mestre Bel analisa situações em que este poeta defendia os candomblés contra toda e qualquer forma de agressão e discriminação. Estes casos ocorreram em Feira de Santana, em meados do século XX, histórias que o Malungo gosta de contar. Quem quiser poderá ler o artigo na íntegra no link abaixo: www.periodicos.ufrn.br/ojs/index.php/mneme/article/view/839/772

História Geral da África à disposição de todos!

Nos últimos dias não se fala de outra coisa nos corredores das universidades e das entidades culturais que tem interesse pela História da África e, portanto, da trajetória das populações afro-brasileiras. Não seria diferente, pois o governo brasileiro, através do convênio MEC/UNESCO/UFSCAR, reeditou a Coleção História Geral da África e disponibilizou em versão PDF, para que todos possam ter acesso. O Malungo reconhece e parabeniza esta iniciativa. *** "Em 1964, a UNESCO dava início a uma tarefa sem precedentes: contar a história da África a partir da perspectiva dos próprios africanos. Mostrar ao mundo, por exemplo, que diversas técnicas e tecnologias hoje utilizadas são originárias do continente, bem como provar que a região era constituída por sociedades organizadas, e não por tribos, como se costuma pensar. Quase 30 anos depois, 350 cientistas coordenados por um comitê formado por 39 especialistas, dois terços deles africanos, completaram o desafio de reconstruir a historiogra...

MALUNGOS E A CONSCIÊNCIA NEGRA NO PARÁ

A II Semana da Consciência Negra, realizada entre 18 e 20 de novembro de 2010, no Campus Universitário da UFPA, em Cametá-PA, recebeu o apoio do Malungo Centro de Capoeira Angola para a realização de suas atividades. O treinel Augusto Leal, membro do Malungo e professor daquela instituição, foi um dos membros da comissão organizadora do evento. Além das discussões referentes à identidade e cultura negra, o Malungo Centro de Capoeira Angola, com apoio do Mestre Bel, ofereceu uma oficina de Capoeira Angola para a comunidade tocantina. Acompanharam o treinel Augusto, dois membros do Malungo de Águas Lindas, e a professora Marzane (Marzane, Maria do Ó e Cassio na foto acima). A oficina culminou com um pequena roda aberta onde participaram os membros da oficina de capoeira angola e de capoeira regional (ministrada pelo mestrando Paulo Cametá, da Senzala). Participaram da roda alguns docentes e alunos de história além de membros da comunidade. No próximo ano o projeto de realização está pre...

Mestre Bel avalia política cultural em Feira de Santana-BA

Em entrevista sedida ao jornalista Egberto Siqueira, do Blog da Feira, importante veículo da imprença digital baiana, o Mestre Bel, coordenador geral do Malungo, avalia a política cultural em Feira de Santana-BA e faz algumas provocações. Segue na íntegra o texto da entrevista: “O Pró-Cultura é um paliativo barato” Em entrevista ao Blog da Feira, o historiador e mestre de capoeira Bel Pires fez duras críticas ao tratamento dado pelo Governo à produção cultural de Feira de Santana. Segundo ele, os grupos artísticos precisam criar as próprias condições de trabalho porque não existe uma política pública na cidade. “O Pró-Cultura funciona como um paliativo barato e os grupos políticos que dirigem a máquina pública não concebem esse fomento à cultura como obrigação”, destaca. Ainda segundo ele, os artistas acabam fazendo cultura com o dinheiro do bolso. Os benefícios financeiros do Estado ou do Governo Federal ainda acontecem de forma tímida. “O Espaço Quilombola é uma piada” Sobre o espaço...