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O poeta dos candomblés na Feira de Santana da Bahia

Na Bahia, a capoeira não foi a única prática cultural das populações negras a sofrer repressão policial, o candomblé também passou por essa experiência. Em Feira de Santana, sede do Malungo, a religião dos inquices e orixás já foi muito perseguida pela polícia e membros da elite local. Mas, muitos foram aqueles que partiam em defesa dos candomblés. Este foi o caso do poeta negro Aloísio Resende. O Mestre Bel analisa situações em que este poeta defendia os candomblés contra toda e qualquer forma de agressão e discriminação. Estes casos ocorreram em Feira de Santana, em meados do século XX, histórias que o Malungo gosta de contar. Quem quiser poderá ler o artigo na íntegra no link abaixo: www.periodicos.ufrn.br/ojs/index.php/mneme/article/view/839/772

História Geral da África à disposição de todos!

Nos últimos dias não se fala de outra coisa nos corredores das universidades e das entidades culturais que tem interesse pela História da África e, portanto, da trajetória das populações afro-brasileiras. Não seria diferente, pois o governo brasileiro, através do convênio MEC/UNESCO/UFSCAR, reeditou a Coleção História Geral da África e disponibilizou em versão PDF, para que todos possam ter acesso. O Malungo reconhece e parabeniza esta iniciativa. *** "Em 1964, a UNESCO dava início a uma tarefa sem precedentes: contar a história da África a partir da perspectiva dos próprios africanos. Mostrar ao mundo, por exemplo, que diversas técnicas e tecnologias hoje utilizadas são originárias do continente, bem como provar que a região era constituída por sociedades organizadas, e não por tribos, como se costuma pensar. Quase 30 anos depois, 350 cientistas coordenados por um comitê formado por 39 especialistas, dois terços deles africanos, completaram o desafio de reconstruir a historiogra...

MALUNGOS E A CONSCIÊNCIA NEGRA NO PARÁ

A II Semana da Consciência Negra, realizada entre 18 e 20 de novembro de 2010, no Campus Universitário da UFPA, em Cametá-PA, recebeu o apoio do Malungo Centro de Capoeira Angola para a realização de suas atividades. O treinel Augusto Leal, membro do Malungo e professor daquela instituição, foi um dos membros da comissão organizadora do evento. Além das discussões referentes à identidade e cultura negra, o Malungo Centro de Capoeira Angola, com apoio do Mestre Bel, ofereceu uma oficina de Capoeira Angola para a comunidade tocantina. Acompanharam o treinel Augusto, dois membros do Malungo de Águas Lindas, e a professora Marzane (Marzane, Maria do Ó e Cassio na foto acima). A oficina culminou com um pequena roda aberta onde participaram os membros da oficina de capoeira angola e de capoeira regional (ministrada pelo mestrando Paulo Cametá, da Senzala). Participaram da roda alguns docentes e alunos de história além de membros da comunidade. No próximo ano o projeto de realização está pre...

Mestre Bel avalia política cultural em Feira de Santana-BA

Em entrevista sedida ao jornalista Egberto Siqueira, do Blog da Feira, importante veículo da imprença digital baiana, o Mestre Bel, coordenador geral do Malungo, avalia a política cultural em Feira de Santana-BA e faz algumas provocações. Segue na íntegra o texto da entrevista: “O Pró-Cultura é um paliativo barato” Em entrevista ao Blog da Feira, o historiador e mestre de capoeira Bel Pires fez duras críticas ao tratamento dado pelo Governo à produção cultural de Feira de Santana. Segundo ele, os grupos artísticos precisam criar as próprias condições de trabalho porque não existe uma política pública na cidade. “O Pró-Cultura funciona como um paliativo barato e os grupos políticos que dirigem a máquina pública não concebem esse fomento à cultura como obrigação”, destaca. Ainda segundo ele, os artistas acabam fazendo cultura com o dinheiro do bolso. Os benefícios financeiros do Estado ou do Governo Federal ainda acontecem de forma tímida. “O Espaço Quilombola é uma piada” Sobre o espaço...

"Dia do Professor": uma homenagem ao mestre João Pequeno de Pastinha

O dia 15 de outubro é lembrado todos os anos como o "Dia do Professor". Por mais que entendamos que o "Dia do Professor" é todo dia, pois o seu ofício de formador se aplica no cotidiano, dedicaremos este dia a uma das mais emblemáticas figuras da nossa aprendizagem como agentes culturais: o mestre capoeira! Assim, a homenagem de hoje fica para o saudoso mestre João Pequeno de Pastinha. *** João Pereira dos Santos, o Mestre João Pequeno nasce em 27 de dezembro de 1917, no município de Araci, interior baiano. Logo se muda junto com seus pais para o município de Mata de São João, onde seu pai trabalhava como vaqueiro numa fazenda. João vive boa parte de sua juventude nesse município, e tem o primeiro contato com a capoeira através de Juvêncio, um vaqueiro amigo de seu pai, que havia aprendido capoeira com o lendário Besouro Mangangá, da cidade de Santo Amaro da Purificação, no Recôncavo Baiano. Em Mata de S.João, João Pequeno foi agricultor e carvoeiro, residindo e tra...

O "Manifesto da Bahia" - as primeiras polêmicas em torno do Pró-Capoeira

Camaradas, recebemos o documento abaixo e colocamos à disposição de todos os interessados em discutir a temática neste espaço de informação e reflexão. Segue o texto: "MANIFESTO DA BAHIA Nós, mestres, contra-mestres, professores, alunos e pesquisadores da Capoeira da Bahia, reunidos no último dia 22 de setembro de 2010, no Forte da Capoeira na cidade de Salvador, em assembléia amplamente convocada para avaliar questões referentes ao PRÓ-CAPOEIRA, decidimos manifestar publicamente nossa posição, nesse momento que julgamos fundamental para o destino das políticas públicas sobre capoeira no Brasil, a partir dos seguintes pontos: a) Não temos acordo com a FORMA DE DEFINIÇÃO DOS PARTICIPANTES do Encontro Regional Nordeste, realizado em Recife nos dias 8, 9 e 10 de setembro, pois em NENHUM MOMENTO foram explicitados claramente os critérios de seleção dos consultores responsáveis pela articulação em cada região, nem muito menos os critérios de seleção adotados para a definição dos rep...

O Pró-Capoeira e a “Política da Capoeiragem”

Nos últimos dias 08, 09 e 10 ocorreu na cidade de Recife-PE, como já foi informado aqui no jornal do Malungo, o primeiro Encontro do Pró-Capoeira, Grupo de Trabalho organizado pelo IPHAN para discutir com a sociedade civil as políticas públicas de fomento para a capoeira, patrimônio da cultura imaterial do Brasil. O Mestre Bel representou o Malungo nos debates e proposições que tiveram lugar neste evento o que deverá ocorrer também por outros membros do Malungo (Augusto Leal ou Edimar) no Segundo Encontro que irá ocorrer em Brasília no final do mês. Algumas das proposições que o Malungo defendeu giraram em torno de critérios coerentes para reconhecimento do mestre capoeira como portador de notório saber, pelo Ministério da Educação. O Mestre Bel defendeu ainda a importância da criação do Centro Nacional de Referência da Capoeira, o qual faz parte do plano de salvaguarda proposto pelo IPHAN. O Malungo se colocou à disposição para colaborar com a implementação do Centro de Referência, p...